Buscas procuram lado humano da web

07/02/08 – 5:54 pm

Serviços incluem elementos participativos da web 2.0 para refinar resultados.

Desde que a otimização das buscas pela internet se profissionalizou, praticamente todos os modelos de pesquisa se concentraram nos algoritmos para selecionar e hierarquizar os sites. Com a Web 2.0, isso está começando a mudar.

Recentemente, o Techcrunch chamou atenção para o fato de que o Yahoo utilizava informações do Del.icio.us para refinar os resultados das buscas. Verificar quantas vezes um site havia sido adicionado aos favoritos ou qual a classificação que ele recebeu costuma ajudar na hora de escolher os melhores sites.

O Yahoo não está sozinho ao misturar pesquisas sociais aos mecanismos de pesquisa tradicionais. Por exemplo, o Google – assim como o Yahoo – integra vídeos do YouTube à lista de resultados na busca padrão. Além disso, acredita-se que o Google observa o comportamento do usuário enquanto este utiliza serviços como a barra de ferramentas, o e-mail e o histórico, para aprimorar sua lista de resultados.

Usuários do StumbleUpon podem usar informações mescladas nos resultados de suas buscas, ao habilitar uma função na barra de ferramentas. Também é possível verificar a classificação de cada site a partir das estrelas que ficam ao lado do título.

Confiar na avaliação humana, especialmente quando ela é automatizada, faz muito sentido. Informações de serviços sociais que classificam sites, posts, notícias e conteúdos similares normalmente são mais úteis e confiáveis, uma vez que oferecem elementos participativos – votos, comentários – gerados por seres humanos, em vez de serem totalmente baseados em algoritmos.

Exemplos de serviços que estão usando pitadas de sabedoria humana em seus mecanismos de busca são o Mahalo, que conta com editores para avaliarem quais os sites mais relevantes e o Wikia Search, que está sendo desenvolvido pela mesma equipe que criou a Wikipedia e atualmente está em versão Alpha.

Esse tipo de prática está sujeito a críticas, obviamente. Existe a possibilidade de empresas delegarem a pessoas de países em desenvolvimento a responsabilidade de classificar os sites, e por um preço baixo. Existem falhas. Por exemplo, o MyWeb, o antigo sistema de classificação do Yahoo, foi integrado ao mecanismo de busca do Yahoo antes de, discretamente, desaparecer.

Até agora, não há dúvidas de que as preferências humanas influenciam diretamente a experiência de usar sistemas de busca na internet. A questão é entender como isso acontecerá e qual modelo será bem-sucedido.

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